
Quando eu era criança morei numa casa onde a sala tinha andorinhas pintadas numa parede azul. Eu deitava no chão, ficava olhando aquele “céu de andorinhas” e sonhava que estava voando com elas.
Hoje, quando elas chegam, eu fico olhando da minha janela.
Elas invadem meu pedaço de céu.
Grande nuvem negra de alegres bailarinas.
Junto com as andorinhas voam os meus sonhos, meus desejos de criança.
As andorinhas voam contra o vento e realizam longos vôos planados para pegar insetos. Dormem nos beirais dos telhados ou em fendas diversas onde fazem seus ninhos com muito capricho. Outras nidificam em galhos ocos ou em buracos em pedras ou barrancos, nos quais escavam galerias.
Os ovos, brancos, são chocados pelo casal, que dorme junto no ninho, fato incomum entre as aves. A incubação dura 15 dias em média. Os pais se revezam na alimentação dos filhotes, que começam a abandonar o ninho com cerca de um mês de vida.
Notáveis pelas acrobacias que executam em grupo, realizam um grande bailado no céu.
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