domingo, 22 de novembro de 2009

O pé de Lírio



Me lembro bem, eu era pequena, na frente da casa de Ceição tinha uma árvore grande, de flores pequenas de cor lilás que exalava um leve e delicado perfume. Seus frutos eram umas bolinhas verdes que ficavam amarelas e suas folhas deixavam passar a claridade formando uma sombra rendada no chão.
Eu gostava daquela árvore, de seu porte delicado e esguio. Ceição a chamava de Lírio.
O tempo passou, eu cresci e nunca mais vi (ou não prestei atenção) uma árvore igual.
E agora, tantos anos depois, eu percebo um exemplar desta família, e ninguém por aqui a conhece como Lírio (pois Lírio é uma outra flor, bastante popular que todos nós conhecemos). A chamam de Santa Bárbara.
Mas por acaso a encontrei nas páginas da Internet e, fiquei tão feliz de ver a árvore que tanto encantou meu coração de criança, reconhecidamente com o nome de Lírio.

LÍRIO
Família: Meliaceae

Nome científico: Melia azedarach L.

Nomes populares: Lilás ou Lírio da Índia, Cinamomo, Lírio ou Lilás da China, Lírio ou Lilás do Japão, Jasmim-de-Caiena, Jasmim-de-Cachorro, Jasmim-de-Soldado, Árvore-Santa, Loureiro-Grego, Santa Bárbara.

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segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Amor Natural






terça-feira, 10 de novembro de 2009

ROSA - SIMBOLISMO


Cultivada desde a Antigüidade e apreciada em todo o mundo por sua beleza, a rosa parece expressar os sentimentos mais belos e profundos da alma humana: a paixão, a doçura, a alegria e a dor.
Existem mais de cinco mil variedades de rosas.
Na Antigüidade a rosa era um adorno de grande luxo. Nos banquetes, coroas de rosas deviam refrescar e confortar o cérebro, atenuando o efeito de excessivas libações.
Provavelmente as espécies mais conhecidas eram a Vulgar (de cinco pétalas), a Gálica, a Alba e a Damascena (Centifólia).

Os germanos usavam a Rosa vulgar para enfeitar lugares sagrados e eram cultivadas por monges, nos jardins de seus claustros.
A divisão do círculo em cinco pétalas se converteu em ornamento na construção de igrejas e em heráldica.
A rosa também simboliza o enigmático. Na disposição de suas pétalas, reconhece-se a estrela de cinco pontas (pentáculo), figura secular de magia e feitiçaria.

Nos tetos de confessionários, de salas de reuniões onde deveriam ser guardados os segredos que ali eram expostos, podiam se ver figuras de rosas em relevo, pois “as conversas sob rosas não deviam se divulgar.”
Segundo a lenda, os generais gregos planejaram o ataque decisivo ao rei Xerxes, rei dos persas, reunidos em um roseiral. Desde então, a rosa tornou-se símbolo de segredo.

Por sua beleza e também pelo efêmero de sua floração, a rosa é símbolo de vida.
Na Sagrada escritura ela se encontrava entre as plantas olorosas que simbolizavam a eterna sabedoria.

Conta-se que Cleópatra num dos banquetes oferecidos a Marco Antônio, encheu a sala com rosas numa altura de quarenta e cinco centímetros e também o seu leito para o amor era coberto com pétalas de rosas.

A rosa sempre foi e ainda é fonte de inspiração para poetas e enamorados.


Foto: Rosemary Calvert
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terça-feira, 27 de outubro de 2009

Rosa clarinha




Trago esta rosa,
para te dar...


Passei lá no Espaço do João e fiquei encantada com as flores.
Achei esta rosa tão delicada que não resisti...

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Tema da Ilusão



Tema da ilusão (Marcos Maceió, Valdir Luz e Paulo de Béttio)

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Nasceu um pé de saudade
Lá no fundo do meu peito
Eu nem precisei regar
O danado floresceu
Nas flores tem seu perfume
O fruto do beijo teu
E no alto tem o ninho
Onde canta um passarinho
Que se chama solidão.


Interpretada por Oswaldinho em seu LP Céu e Chão
Isto é uma relíquia, do tempo do vinil.

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sábado, 17 de outubro de 2009

RIO DE JANEIRO


Rio de Janeiro

(Clique nas imagens para vê-las ampliadas)


Tem dias que eu saio caminhando pelas ruas do Rio, bem devagar. Tento perceber os recados da natureza, sentir o vento e o sol no rosto. Procuro aproveitar bem o caminho, olhando árvores, pássaros e flores.
Pessoas passam correndo, outras vão devagar, porteiros conversam uns com os outros e guardam seus edifícios, operários trabalhando...


Me encanto com os jardins e as praças desta cidade, que ainda guarda um certo romantismo, com suas barracas de frutas e de flores, que ainda conserva casas com fachadas de antigamente...






Sento-me em um banco, na praça, à sombra de uma árvore e fico observando:


Crianças em alegres brincadeiras, os mais velhos em rodinhas de bate-papo ou com seus jogos de baralhos, casais de namorados e outros que aproveitam pra uma soneca.


Outros passeiam com seus cachorros, sujando as calçadas (alguns levam um jornal ou saco plástico para recolher a "produção" dos seus fofinhos, mas são poucos que o fazem). Nada contra os fofinhos... pelo contrário, gosto muito de animais.
Quando chega o sorveteiro, é uma festa. E eu aproveito para tomar um sorvete, saboreando bem devagar.


Na volta, compro uma flor e levo para casa.

Procuro não me incomodar com o barulho dos carros, com os ciclistas na calçada quase atropelando a gente e as pessoas super-apressadas.
E... apesar das buzinas nervosas dos carros apressados, das pessoas estressadas e mal humoradas, das calçadas cheias de buracos e cocô de cachorro, dos ciclistas nas calçadas quase nos atropelando, dos carros que não respeitam os sinais de trânsito, do lixo espalhado pelas ruas;
Apesar do medo dos assaltos e das balas perdidas, da correria para os compromissos com horas marcadas...enfim, essa vida louca...

Igreja de Nossa Senhora da Glória - Largo do Machado

O importante é não perder a delicadeza e não esquecer o sonho.
E acreditar que o Rio de Janeiro é uma Cidade Maravilhosa.

Fotos do Catete e adjacências.
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domingo, 4 de outubro de 2009

São Francisco de Assis

Hoje, 4 de outubro, é dia de São Francisco de Assis

Pintura de Raquel


Artesanato de barro de Caruaru (Pernambuco - Brasil), representando São Francisco.

Pintura de Jusepe Ribera


Pintura de John Alves


Não sou religiosa, mas fui educada dentro da religião católica, estudei em um colégio de freiras franciscanas. E guardo boas recordações desse tempo. Um tempo em que tudo era mais ingênuo e com mais felicidade.
Ainda hoje recordo as histórias de santos contadas pelas freiras. E a que mais me impressionou foi a de São Francisco de Assis, por quem guardo uma grande simpatia. O fidalgo que se desfez de suas riquezas e foi andar pelo mundo, ajudando a todos que precisassem. Ganhou com esta conduta vários seguidores.
Mas o seu jeitinho especial era mesmo com os animais, com quem conversava e os tratava como se fossem seus irmãos.
Para ele todos e tudo da natureza eram seus irmãos; “Irmão Sol, Irmã Lua, Irmão Vento”... Os animais se aproximavam dele com toda a confiança, pois o tinha como um igual. E assim o povo o elegeu o santo “Protetor dos Animais” e também daqueles que amam e protegem os animais.

Vinicius de Moraes retrata, nesta música, a história que eu ouvi quando criança e que trago até hoje na minha memória...

São Francisco (Vinicius de Morais - Arca de Noé))


Lá vai São Francisco/ Pelo caminho/ De pé descalço
Tão pobrezinho / Dormindo à noite/ Junto ao moinho
Bebendo água/ Do ribeirinho.

Lá vai São Francisco/ De pé no chão/ Levando nada
No seu surrão/ Dizendo ao vento/ Bom dia, amigo
Dizendo ao fogo/ Saúde, irmão

Lá vai São Francisco/ Pelo caminho/ Levando ao colo
Jesus Cristinho/ Fazendo festa/ No menininho
Contando histórias/ Para os passarinhos

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